20 de outubro de 2017

18 de outubro de 2017

Em português (nada) suave.



Não foi a demissão da senhora ministra do MAI que irá resolver o problema das florestas, dos fogos postos, e da autêntica frigideira humana que o interior de Portugal se tornou. É uma questão de Estado, e de regime. A nossa democracia, os seus políticos e quem os elege, deixaram ao abandono a floresta. A democracia portuguesa neste e noutros particulares falhou. A demissão de um ministro(a) é o lavar de cara na política, só que na vida real o "lixo" fica debaixo do tapete. Varrer para os cantos ou esconder os detritos não é de mordomo, mas de aprendiz.

17 de outubro de 2017

Em português (muito) suave


Um monárquico anarco-conservador jamais pedirá a demissão de um ministro(a). Isso não serve e não leva a nada. Por sinal têm imensa estima pelas Mulheres - assim elas o educaram - e por estes e outros dias, quanto gostaria de poder ajudar aquele olhar desconsolado da senhora Dona Constança Urbano de Sousa. Em acto altruístico e em perfeito anonimato, daria por conselho o seguinte: De uma vez por todas bata com as mãos na mesa, e diga bem alto «agora vão saber como se faz uma Patuleia no século 21.» Depois ordene com carácter de «agora mesmo» se investigue e conclua como e em que circunstâncias pode um pequeno país em meados do mês de Outubro, ter 500 incêndios numa só dia/noite? Se os mesmos derivam de factores naturais ou por incúria ou ainda maldade humana, se são faíscas de máquinas de serrar lenha, queimadas, vidro abandonado na floresta, ou ainda o tão silenciado problema dos coutos de caça, e dos que podem caçar - ou os que não podem exercer o acto cinegético, porque não têm dinheiro para tal. Chame à colação outros ministérios, - o das Florestas, do Ordenamento do Território, todos os que a possam ajudar. Também o senhor primeiro ministro e alguma oposição, por escassa e imprópria que o seja. Creia que muitos estarão do seu lado, acredite que esse olhar hoje ténue e fragilizado, passará a ser por muitos temido, e por imensos outros respeitado.

16 de outubro de 2017

15 de Outubro de 2017



Ontem  recordei um livro do Ruben A. Dá pelo título de Kaos. Senti vergonha de ser português.

11 de outubro de 2017

Espanholismos


"Em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola, Lorenzo Falcó move-se por entre as sombras do submundo. Ex-contrabandista de armas, espião sem escrúpulos, encontra-se agora a trabalhar para os serviços de inteligência franquistas. A sua missão? Libertar um detido da prisão. Tem Eva Rengel e os irmãos Montero como companheiros. (E, quem sabe, vítimas? Pois os tempos são traiçoeiros, e nada é o que parece.)
Mas surgem imprevistos, há conflitos de interesses, desenterram-se segredos, há torturas, perseguições e massacres. Só que Falcó não é dos que desistem facilmente… e está determinado a levar a cabo uma missão que poderá alterar o curso da História. Será em Portugal, na aparente tranquilidade do Estoril - local favorito entre espiões - que tudo se conclui.
Entrelaçando magistralmente realidade e ficção, Arturo Pérez-Reverte dá início a uma nova saga protagonizada por Lorenzo Falcó, um personagem fascinante, complexo e inesquecível." Fonte: Edições ASA

9 de outubro de 2017

22 de setembro de 2017

Clássicos policiais


Sir Everard Dominey, aristocrata caído em desgraça, regressa das suas deambulações pela África Oriental de ocupação alemã como um homem redimido. Portador de uma elegância e de uma assertividade espantosas para os que o haviam conhecido, Dominey parece decidido a retomar o lugar na alta sociedade britânica, mas também na própria casa, de onde fora banido com ameaças de morte pela sua mulher enlouquecida.
Mas será aquele de facto Everard Dominey - ou antes o espião alemão Leopold von Ragastein, colega de Dominey em Eton e Oxford e a quem todos apontavam fortes semelhanças físicas ao britânico? Os dois ter-se-ão encontrado em África e um deles voltou. Resta saber qual e com que intenções.
Obra de intriga e suspense, tendo como pano de fundo o mundo da alta sociedade britânica nos dias que antecederam a Primeira Guerra Mundial, O Impostor foi uma das mais famosas histórias de espionagem escritas no início do século xx, assinada por aquele que foi um dos grandes precursores do género, E. Phillips Oppenheim. Fonte: Wook. 

18 de setembro de 2017

Postais


Em Setembro de 2004 o Sir John Costa que vive no East Sussex (Inglaterra) bem perto do local onde Sherlock Holmes na reforma se dedicou - e com imenso êxito - à apicultura, queixava-se do « british weather. Está terrível, chuva, frio e imenso vento.» Aludia ainda a um encontro mágico em Paris, «O Cunha foi visto pela última vez com o Leandro, regando as mandrágoras na tumba do Breton. Levavam um jarro de absinto.» 
Nota: o postal evoca os "Jardins do Eden" acrílico e lápis s/ tela, obra salvo erro do ano de 1997, cujo autor é o comum Amigo Fernando Veríssimo. 

13 de setembro de 2017

Eterno, Viriato!

Atribulações livrescas de um patriota, monárquico e anarco-conservador: Gostar imensos de livros e da sua Pátria. Vai enviar a um senhor de nome Juncker um livro com o título "VIRIATO". Ficará ele supostamente a saber que apenas um povo sobreviveu ao Império Romano. Ser português é do "caraças" meu prezado senhor.

Nelson Rodrigues



"Nelson Rodrigues é um mito do século XX brasileiro, e um dos escritores mais prolíferos e aclamados. Nasceu no Recife em 1912, mudando-se em 1916 para o Rio de Janeiro, cidade que seria o cenário privilegiado de toda a sua obra. Começou a trabalhar como jornalista aos 13 anos, logo na secção policial, num jornal fundado pelo pai, e nunca mais parou. Fez da crónica e da escrita um hábito diário e destacou-se em todos os géneros literários, pela qualidade e pela quantidade: escreveu 17 peças de teatro, nove romances e milhares de páginas de contos e crónicas, que mais tarde deram origem a várias edições de textos reunidos, assim como a adaptações para teatro, cinema e televisão. Idolatrado e odiado, politicamente conservador, Nelson Rodrigues tanto apoiou a ditadura militar brasileira como foi, mais tarde, defensor acérrimo das suas vítimas. Reaccionário assumido, desencadeou sempre sentimentos fortes, não só devido à sua obra como também à sua vida pública e privada. Morreu no Rio de Janeiro em 1980.
Além de escritor prolífico, com uma produção a todos os títulos espantosa, Nelson Rodrigues foi protagonista de uma vida extraordinária: pobreza, fome, cegueira, sucesso, doenças fatais e sucessivos golpes à sua vasta família trágica, desde homicídios a desastres naturais. Por seu lado, Ruy Castro é o grande nome da biografia no Brasil, respeitado romancista, historiador e jornalista, conhecido por investigar até onde ninguém antes alcançou. Escreveu livros também emblemáticos sobre Garrincha e Carmen Miranda. É deste encontro de forças desmedidas que nasce O Anjo Pornográfico, livro que reconstitui a assombrosa história de Nelson Rodrigues, desde a vida dos seus pais até ao momento da sua morte. A partir de entrevistas a 125 pessoas que conheceram o escritor, Ruy Castro segue o rasto das muitas obsessões que marcam também a obra de Nelson Rodrigues - sobretudo o sexo e a morte - e tenta resolver as muitas questões que pairam sobre a forte impressão que deixou: Génio ou louco? Tarado ou pudico? Reaccionário ou revolucionário? Raivoso ou apaixonado?"

7 de setembro de 2017

Torrão de Alicante


Numa região de Espanha (Catalunha) tradicionalmente libertária, o fundamentalismo independentista começou por proibir tradições, como o circo, acabando agora por uma "deputada" do Podemos recolher as bandeiras de Espanha, no parlamento catalão. De tanto proibir, vão acabar por enclausurar o que dizem defender — a liberdade e o regionalismo. Nota: não faltará muito, para que não permitam o torrão de Alicante na Catalunha, mas creio que às escondidas e fora de horas, o degustam nas suas próprias casas. Totalitarismo a quanto obrigas.

5 de setembro de 2017

31 de agosto de 2017

Revolver passados.


Datada de mês 07 a 10 de 1995. Do tempo que lá por fora se tinha acesso ao que por cá não chegava. Muita hora do "éter" se fez à conta destas e de outras revistas.

22 de agosto de 2017

Barcelona


Esta semana reparei que alguma imprensa, —incauta— tirou do baú do tempo, o livro Homenagem à Catalunha, do fleumático George Orwell. Pegaram numa reportagem de guerra, para homenagear as pessoas massacradas pelos fundamentalistas islâmicos nas ramblas da cidade condal. O livro é na verdade um hino contra todos os totalitarismos, sejam religiosos, direita ou esquerda. Orwell chegou em 1937 a Barcelona, e tomou partido pela liberdade, próximo dos marxistas libertários do Poum, bem como da CNT/Fai ( anarquistas ). Viu e descreveu o que se passava com a estalinizaçao da maioria de esquerda liderada pelo PCE e a influência de Moscovo via polícia política. Quando se evocar uma cidade de liberdade, convém dizer que o totalitarismo pode vir das direitas, mas muitas vezes — não foram poucas — veio das esquerdas. Não o fazer é jogo baixo, cousa de rapazolas que às escondidas sublinham O Que Fazer do senhor Lenine. Irei um dia destes a Barcelona, e recordarei a fleuma britânica de George Orwell.