18 de setembro de 2017

Postais


Em Setembro de 2004 o Sir John Costa que vive no East Sussex (Inglaterra) bem perto do local onde Sherlock Holmes na reforma se dedicou - e com imenso êxito - à apicultura, queixava-se do « british weather. Está terrível, chuva, frio e imenso vento.» Aludia ainda a um encontro mágico em Paris, «O Cunha foi visto pela última vez com o Leandro, regando as mandrágoras na tumba do Breton. Levavam um jarro de absinto.» 
Nota: o postal evoca os "Jardins do Eden" acrílico e lápis s/ tela, obra salvo erro do ano de 1997, cujo autor é o comum Amigo Fernando Veríssimo. 

13 de setembro de 2017

Eterno, Viriato!

Atribulações livrescas de um patriota, monárquico e anarco-conservador: Gostar imensos de livros e da sua Pátria. Vai enviar a um senhor de nome Juncker um livro com o título "VIRIATO". Ficará ele supostamente a saber que apenas um povo sobreviveu ao Império Romano. Ser português é do "caraças" meu prezado senhor.

Nelson Rodrigues



"Nelson Rodrigues é um mito do século XX brasileiro, e um dos escritores mais prolíferos e aclamados. Nasceu no Recife em 1912, mudando-se em 1916 para o Rio de Janeiro, cidade que seria o cenário privilegiado de toda a sua obra. Começou a trabalhar como jornalista aos 13 anos, logo na secção policial, num jornal fundado pelo pai, e nunca mais parou. Fez da crónica e da escrita um hábito diário e destacou-se em todos os géneros literários, pela qualidade e pela quantidade: escreveu 17 peças de teatro, nove romances e milhares de páginas de contos e crónicas, que mais tarde deram origem a várias edições de textos reunidos, assim como a adaptações para teatro, cinema e televisão. Idolatrado e odiado, politicamente conservador, Nelson Rodrigues tanto apoiou a ditadura militar brasileira como foi, mais tarde, defensor acérrimo das suas vítimas. Reaccionário assumido, desencadeou sempre sentimentos fortes, não só devido à sua obra como também à sua vida pública e privada. Morreu no Rio de Janeiro em 1980.
Além de escritor prolífico, com uma produção a todos os títulos espantosa, Nelson Rodrigues foi protagonista de uma vida extraordinária: pobreza, fome, cegueira, sucesso, doenças fatais e sucessivos golpes à sua vasta família trágica, desde homicídios a desastres naturais. Por seu lado, Ruy Castro é o grande nome da biografia no Brasil, respeitado romancista, historiador e jornalista, conhecido por investigar até onde ninguém antes alcançou. Escreveu livros também emblemáticos sobre Garrincha e Carmen Miranda. É deste encontro de forças desmedidas que nasce O Anjo Pornográfico, livro que reconstitui a assombrosa história de Nelson Rodrigues, desde a vida dos seus pais até ao momento da sua morte. A partir de entrevistas a 125 pessoas que conheceram o escritor, Ruy Castro segue o rasto das muitas obsessões que marcam também a obra de Nelson Rodrigues - sobretudo o sexo e a morte - e tenta resolver as muitas questões que pairam sobre a forte impressão que deixou: Génio ou louco? Tarado ou pudico? Reaccionário ou revolucionário? Raivoso ou apaixonado?"

7 de setembro de 2017

Torrão de Alicante


Numa região de Espanha (Catalunha) tradicionalmente libertária, o fundamentalismo independentista começou por proibir tradições, como o circo, acabando agora por uma "deputada" do Podemos recolher as bandeiras de Espanha, no parlamento catalão. De tanto proibir, vão acabar por enclausurar o que dizem defender — a liberdade e o regionalismo. Nota: não faltará muito, para que não permitam o torrão de Alicante na Catalunha, mas creio que às escondidas e fora de horas, o degustam nas suas próprias casas. Totalitarismo a quanto obrigas.

5 de setembro de 2017

31 de agosto de 2017

Revolver passados.


Datada de mês 07 a 10 de 1995. Do tempo que lá por fora se tinha acesso ao que por cá não chegava. Muita hora do "éter" se fez à conta destas e de outras revistas.

22 de agosto de 2017

Barcelona


Esta semana reparei que alguma imprensa, —incauta— tirou do baú do tempo, o livro Homenagem à Catalunha, do fleumático George Orwell. Pegaram numa reportagem de guerra, para homenagear as pessoas massacradas pelos fundamentalistas islâmicos nas ramblas da cidade condal. O livro é na verdade um hino contra todos os totalitarismos, sejam religiosos, direita ou esquerda. Orwell chegou em 1937 a Barcelona, e tomou partido pela liberdade, próximo dos marxistas libertários do Poum, bem como da CNT/Fai ( anarquistas ). Viu e descreveu o que se passava com a estalinizaçao da maioria de esquerda liderada pelo PCE e a influência de Moscovo via polícia política. Quando se evocar uma cidade de liberdade, convém dizer que o totalitarismo pode vir das direitas, mas muitas vezes — não foram poucas — veio das esquerdas. Não o fazer é jogo baixo, cousa de rapazolas que às escondidas sublinham O Que Fazer do senhor Lenine. Irei um dia destes a Barcelona, e recordarei a fleuma britânica de George Orwell.

12 de agosto de 2017

8 de agosto de 2017

Viagens

Finisterra // Galiza

3 de agosto de 2017

Adiós campeón!!


Angel Nieto (1947-2017)

26 de julho de 2017

22 de julho de 2017

19 de julho de 2017

Outros olhares


O Sireno (híbrido de peixe e homem) em Vigo, Espanha. 
http://www.turismodevigo.org/pt-pt/o-sireno